domingo, agosto 30, 2009

Cartas de amor que nunca enviei

Coisa

Sabendo de tua presença,
Assim, em frente a nuca,
Parece-me em frente aos olhos
Teu rosto perseguidor.

Misticismos de transformam.
Mesmo sendo d'alma minha,
Grande erro que carrego.
Em consciência (racional).

Convences-me morador,
Em serra alta, Molte Olímpico.
Vizinho, tens Eros.
Compadre, atua Hermes.

Evito Tais pensamentos!
Se nunca acerto
Somar minhas próprias equações,
como saberei quem é pessoa,
Que, suponho, me agarrei?

*Poema escrito a partir de uma carta escrita e nunca enviada nos idos de 1996*